Corredor da Realeza

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Corredor da Realeza

Mensagem por Alaska Dermott Windsor em Qui Fev 12, 2015 12:13 am

Corredor da Realeza

Poderia ser um corredor comum, como muitos outros no castelo, mas o que o faz de tão importante são os quadros que dominam os dois lados da parede. Reis e rainhas importantes dominam o corredor, como uma bela exposição de arte. O corredor não tem janelas e sua iluminação e dadas por várias luzes. Os reis e rainhas mais importantes da história estão emoldurados ali.
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Re: Corredor da Realeza

Mensagem por Arthur W. Hohenzollern em Dom Abr 05, 2015 10:30 pm



Walking




Definitivamente, precisava de uma válvula de escape entre a multidão de alunos que vagueava no interior da academia. Um vai e vem contínuo, sem pausas, nem começo, nem fim. Nunca reparei muito neles, visto que meus pensamentos geralmente me distanciavam para outra realidade e enquanto os ultrapassava despercebido, focava minha atenção apenas no caminho.

Desde que cheguei a academia, os únicos que amigos que consegui foram meus próprios irmãos. Entre eles, estavam Frederico e Tessa. Naquela manhã nublada, encontrei algo interessante perto dos jardins. Um muro baixo logo atrás de uma estátua dividia duas torres e parecia estar escondido o suficiente. Subi em cima do suporte da imagem do homem esculpido e alcancei o muro. Não foi um trabalho tão difícil, pois eu sempre fora alto para a idade. Encostei a cabeça na parede de uma das torres e sem nenhum medo, estiquei as pernas permanecendo em uma posição confortável.

Ninguém gostaria de olhar naquela direção. Faz parte da natureza humana rejeitar o que é aparentemente feio e o muro se encaixava nessa categoria com seus tijolos velhos e cobertos de musgo envelhecido. Por um instante, encarei a estátua do homem e perguntei-me a quão solitária andava sua vida. Nem mesmo as aves vinham visita-lo.

Os alunos caminhavam por perto, contornando os jardins. Grupos de amigos agitados, jovens isolados e... casais apaixonados. Por deus, porque são tão idiotas? Compromisso era excessivamente chato e nada se comparava a uma vida solteira. Mudando a direção, encarei uma série de fontes de agua perto da outra lateral da academia. Fiquei em plena observação de tal beleza natural. – Que belo – sussurrei baixo. Olhando em torno do local.

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Re: Corredor da Realeza

Mensagem por Frederico W. Hohenzollern em Dom Maio 17, 2015 12:05 pm

Hey, brother

Era uma missão difícil conseguir conciliar a vida de jovem adulto e rei. Quer dizer, eu tinha 22 anos! Eu queria, sim, poder encher a cara as sextas feiras, jogar videogame com meus amigos e poder irritar meus irmãos mais novos nos tempos vagos. Mas o fato de ter virado rei me impedia de fazer as coisas que queria. Eram papéis a serem assinados, leis para serem revistas e um povo um pouco irritado para acalmar. Não que eu estivesse fazendo merda no governo alemão, mas meu pai conseguiu, em vinte anos de poder, transformar aquilo em uma enorme bagunça. Foi um dia estressante quando percebi que alguns impostos cobrados pelo velho era para, nada mais nada menos, comprar whisky. Whisky! Eu podia jurar que estava perdendo alguns fios de cabelo e que tinha emagrecido alguns quilos desde que entrei no poder, tentando organizar aquela bagunça e fazer da Alemanha o Estado que sempre pensei que era.

Depois de três semanas fora do instituto, voltei para a Academia Real e desfilava minha beleza inigualável pelos corredores lotados, esbanjando simpatia e segurança por onde passava. Desde quando aquilo era tão cheio? Aquelas crianças – sim, crianças, já que alguns príncipes e princesas corriam pelo corredor como se tivesses três anos de idade – já estavam me irritando. Estava prestes a deixar minha pose de pessoa muito bem educada, obrigado, e soltar um grito com os mais novos quando avistei um cara mais que conhecido: Arthur caminhava como se fosse Luna Lovegood Scamander caçando zonzóbulos pelos corredores de Hogwarts. Controlei a vontade de rir e comecei a seguir o garoto, mantendo uma distância segura para que ele não me notasse antes da hora. Franzi a testa quando meu irmão mais novo sentou-se isolado e começou com uma espécie de meditação. Será que ele não havia feito nenhum tipo de amigo desde que chegou aqui e por isso que estava sentado sozinho enquanto encarava um muro feio e fontes toscas? Se fosse eu, estaria começando uma guerra de comida no refeitório ou xavecando Aurea, tentando ganhar alguns beijos da rainha. Aproximei-me dele a passos lentos. – Credo, cara, você tá parecendo aqueles emos depressivos que usam Tumblr. Só falta uma lâmina e um som tocando Demi Lovato. – O encarei com um sorriso brincalhão nos lábios, dando um soco leve no ombro do mesmo em seguida. – Que solidão é essa ai? – Sentei do lado do garoto e fiquei encarando a vista “bela” que ele havia mencionado. – E, mano, acho que você precisa de óculos.
 

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Re: Corredor da Realeza

Mensagem por Ruslan Sobolow Pavlenko em Dom Jun 07, 2015 10:58 pm




The
Cute
Boy


Dizem que todos os homens possuem medo de alguma coisa, mas não era o caso de Ruslan. Ele tinha medo de uma pessoa. Dois anos tinham passado, mas ainda conseguia se lembrar perfeitamente: a sensação de estar "preso", encurralado e desesperado. Uma verdadeira tortura psicológica. Simplesmente estava nos aposentos dos van der Basten, e então, um garoto surgiu do nada. Pele delicadamente bronzeada, olhos e cabelos castanhos. Um sorriso sádico se fazia presente na face do príncipe. Ruslan ficou assustado ao vê-lo com a expressão maldosa, mas era tão inocente e assim, não desconfiou de nada. Tinha 14 anos. Cumprimentou o príncipe de forma educada e de repente, o mais velho avançou contra o garoto mais novo.

Perguntou o que estava fazendo e então, Hernan soltou uma proposta: sexo. Essa palavra pequena pode definir a proposta. Diferente de seus pais, Ruslan não tinha malícia e nenhum pingo de independência. A sua pureza era a sua própria inimiga. Claro que negou inicialmente e o empurrou para o lado, todavia, quando se aproximava da porta, uma mão forte agarrou em seus braços e o jogou com força no chão, fazendo com que o moreno de olhos claros desmaiasse. Como já disse, querido leitor, a tortura começou logo em seguida. A frustração invadira a alma do pequeno Rus e enquanto isso, era abusado, machucado e humilhado nos aposentos reais de Hernan. Depois de algumas horas, o mais velho acabou liberando o mais novo com a seguinte condição: que não contasse para ninguém o que tinha acontecido. Assim foi feito, porém, acabou ficando louco. Acordava aos gritos durante todas as noites e modificou-se, transformando-se num garoto medroso. Tinha medo das pessoas. Toda vez que Hernan se aproximava, Ruslan se afastava. Começara a ficar somente em seu quarto e por causa disso, seus pais o mandaram para um psiquiatra. Logo foi encaminhado para uma clínica psiquiátrica, onde permaneceu por um ano. Ao fazer 16 anos, foi liberado. Todo ano tinha que fazer uma visita para analisar sua saúde mental. Mas, mesmo assim, ninguém soubera do pecado que o príncipe van der Basten cometera. Tudo de ruim acontecera com o jovem inocente, mas o pecador saiu totalmente ileso.

Seus olhos se abriram rapidamente, saindo daqueles devaneios. As lembranças eram terríveis. Usava uma camisa preta, jeans skinny e um par de All Star. Por cima da camisa estava uma blusa preta, feita de linho. Seus cabelos estavam ajeitados num topete elegante. Olhava para todos os lados, afinal, soubera que Hernan fora para a escola. Suas orbes claras escorriam por todos os locais onde passava, deixando-o aliviado ao não detectar a presença do príncipe.

- Bom dia. - Cumprimentou uma garota que passava ao seu lado. Sempre fora educado, talvez fosse a única característica que herdara de seus pais. Gostava mais de seu pai do que sua mãe, afinal, ele era legal. Diferente de sua mãe: uma vaca rude e interesseira. Assim que a morte levasse o seu pai, sabia que entraria entraria em depressão.

Antes que processasse, esbarrou em algo, ou pior, em alguém. Caiu de bunda no chão e gemeu baixinho. - Perdão, e-eu não vi e... - Levantou rapidamente e desculpou-se, mas parou em seguida ao ver quem era. Olhos e cabelos castanhos, pele delicadamente bronzeada, olhos obscuros e cruéis, assim como o sorriso. Era Hernan. Estava mais forte e crescera. Ruslan não conseguiu se movimentar por causa do medo. Sua respiração tornou-se levemente escassa e seu coração acelerou, e em seguida, engoliu em seco. Estava numa situação completamente terrível.

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Re: Corredor da Realeza

Mensagem por Hernan van der Basten em Seg Jun 15, 2015 5:38 pm






are you be mine?


Seus passos eram arredios e os olhos rondavam o âmbito ao seu redor a todo o tempo. Os baques de seu sapato contra o piso ocasionavam num barulho quase ensurdecido pelos vários outros de estalo equivalente e, sobretudo, mais evidentes.

Era de conhecimento comum que toda a realeza se conhecia - ao menos em se tratando dos membros mais próximos da coroa -, ainda que apenas de relance. Eram muitas as ocasiões em que se viam ainda que por um espaço de tempo curto, em que apenas tagarelavam rapidamente sobre política, legislação e o estado dos títulos nobiliárquicos dentro de cada país.

Assim sendo, Hernan perambulava atento, na expectativa de um rosto conhecido cruzar a sua frente. Por esse motivo, era justo dizer que quando sentiu alguém de estatura menor que a sua - sim, soube no mesmo instante que o franzino bateu contra seu peito, fazendo-o amortecer o impacto permanecendo no mesmo local e vendo-o cambalear para trás até que sua bunda encontrou o chão. Adiantou-se para ajudar o garoto quando...

Essa voz. - balbuciou para si mesmo, reconhecendo o locutor daquele timbre e, ao erguer o rosto para ter certeza de quem era...

Ruslan? - perguntou ávido.

A verdade era que, por mais que não fosse uma pessoa muito... "boa" ou "simpática", desde o seu contato forçado contra o pequeno Ruslan quando também não era tão grande assim, sentiu que ele despertou algo nele. Um sentimento confuso. De posse. Um querer bem. Mas ao lado dele. Somente dele.

Como seu príncipe, ordeno que me apresente algum canto onde possamos conversar em particular.

Dardejou brincalhão e exibiu seu melhor sorriso, o mais galante. Embora brincasse com a autoridade que realmente tinha sobre ele, queria que ele fosse por escolha própria, e por isso tentou parecer o mais natural possível.


valeu @ carol!

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Re: Corredor da Realeza

Mensagem por Ruslan Sobolow Pavlenko em Ter Jun 16, 2015 1:52 pm




The
Innocent
Boy


- Meu nome. - Falou, deixando seu medo um pouco exposto. Hernan estava elegante e bonito, mas Rus jamais diria isso. Seus pais não tinham mínima noção dos desejos carnais que passavam pela mente do branquelo e nem do estupro. Argh, ainda conseguia se lembrar do sofrimento pelo qual passara. Vivia tomando uma boa quantidade de comprimidos. E quem era o culpado por tudo isso? Hernan. O rapaz era inconstante, portanto, no momento em que a ordem saiu numa voz de brincadeira, soube que não podia desafiá-lo. Ficou com medo novamente, não queria passar pela mesma situação... De novo. Além de ter medo de Hernan, tinha medo de voltar para a clínica onde ficara um ano. Remédios e outros tratamentos estranhos... Era como se fosse um louco, um esquizofrênico. Seus pais tinham escondido esse fato dos plebeus, dizendo que o garoto tinha ido para uma escola ao norte da Holanda. - Ok... A-Achar algum lugar... - Murmurou, ficando com as bochechas vermelhas em seguida.

Fez um gesto para que o moreno apenas seguisse o pequeno Ruslan. Seus passos eram lentos e silenciosos. O marquês continuava atento, com medo de ser atacado pelo príncipe. Apesar do receio e do pequeno ódio que sentia por Her, ainda tinha outra coisa que incomodava seu coração: havia uma certa atração pelo príncipe, mas... Argh, que confusão. Quando estivera internado, sentira falta da Coroa Holandesa e isso incluía o príncipe. Tinham passado momentos - pequenos, porém muitos - juntos. Ficou louco só de pensar nisso, mas logo em seguida, conseguiu aceitar isso, todavia, o medo era maior que o carinho ou qualquer sentimento bom. No momento em que Hernan o tocara de forma brusca, a mente do pequeno Ruslan mudara bruscamente.

As luzes diminuíam e as fotos mudavam de tonalidade, demonstrando que estavam ali por muito tempo. O escuro invadia aos poucos, mas a luminosidade conseguia atingir o ambiente no qual estavam. - Aqui... Ér... Agora podemos conversar em particular. - Falou e suspirou, tentando ficar mais calmo. Suas mãos começavam a suar, o frio surgia na barriga e o coração ficava mais acelerado, porém, a respiração escondia tudo isso. - Então... - Mordeu os lábios e abaixou a cabeça, sentindo suas bochechas queimarem. Não sabia o que falar... Não tinha a mínima ideia.

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Re: Corredor da Realeza

Mensagem por Hernan van der Basten em Qui Jun 18, 2015 1:15 am




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or quê raios de motivo um garoto franzino, pequeno e de fácil intimidação tinha mesmo chamado sua atenção? Estranhava o fato de estar tão interessado em alguém que, em situações normais só receberia no máximo o seu olhar de desprezo. Geralmente empatia era um sentifingimento que reservava apenas aos mais importantes, e, ainda assim, de forma teatral e dramática. Geralmente suas encenações retratavam muito além do que realmente estava sentindo.

Sentia mesmo alguma coisa além de prazer a que se obrigava?

Questionava-se acerca daquela dúvida no mais profundo de seu âmago. Como uma pessoa que experimentava de um pouco de tudo e, inclusive desse ou daquele jeito de ser, nunca sendo totalmente autêntica, desenvolveu um meio íntimo de ler as pessoas através de seus gestos, enxergar nas entrelinhas de suas palavras, ouvir a verdade por trás de suas desculpas e principalmente sentir o seu medo através da junção de tudo isso. Com o marquês de sua corte ali a sua frente, não fora diferente.

Era inevitável o ato de olhar para a bunda dele enquanto o seguia, medindo os próprios passos e calando seus instintos. Queria... se aproximar dele? Não soube ao certo. Talvez fosse tudo besteira. Via o medo no rosto do pequeno de orbes azuis, mas também identificava bons sentimentos, talvez, até uma atração. Aff, no que estava pensando? Como alguém em sã consciência amaria um monstro? Lembrava-se bem da sensação de medo, da humilhação que espelhavam nos olhos claros de Rus desde que havia forçado seu corpo no dele. Sua afeição era agora apenas parte da imaginação do príncipe Holandês.

Quando os passos de Rus retesaram, soube que era o momento. Sua primeira reação foi de ouvi-lo atentamente: palavras vazias escorreram de seus lábios. Ah, aqueles lábios! Eles tinham um doce sabor de medo aquela vez, mas queria provar do frescor deles num beijo passivo de aceitação, algo não abrupto. Deixou que a sonoridade daquela voz penetrasse em seu entendimento e só então inferiu em alguns passos na direção do nobre, sem perder seus olhos de vista uma vez se quer.

Elevou a destra espalmada até o peito do garoto com gentileza e o empurrou calma e lentamente. Ainda absorto no efeito hipnótico que aquelas íris tinham sobre ele, aproximou o rosto do dele a ponto de sentir  o peito do mais frágil inflar e murchar mais celeremente, numa velocidade que o fez voltar a si. Ele entraria em pânico, poderia gritar, e o quão bom isso poderia ser para a fama de um príncipe? Nem um pouco.

- Eu só queria pedir... perdão por aquela vez -

Bateu com o punho ao lado da cabeça do pequeno marquês, intuindo segurar-se e não ousar contra ele.

- E pelo que farei em seguida. -

Completou e pôs os lábios nos do garoto de leve, puxando o inferior dele entre os seus enquanto inspirava do perfume que ele exalava. Queria ter escorregado as mãos até as curvas deu corpo contornado-as, desenhado-as com a linearidade de suas mãos, mas...

Não. Ele não o merecia. Nem ele e nem ninguém. Era bom demais pra ele.

Tudo o que fez foi deixar sua frustração tomar voz.

- Você tem gosto de medo. E cheiro de um carneirinho prestes a se tornar almoço. -

Subiu com o lado avesso da mão ao rosto dele, fazendo uma carícia inocente.  

- Mas não por mim. Não dessa vez. -

Retrocedeu alguns passos parando à meia-luz. Metade de seu rosto iluminado, o outro ainda assombrado pela penumbra ambiente. Literalmente uma batalha pelo domínio de seu eu: a luz representava quem ele precisava ser, enquanto a escuridão, a maldade infiltrada em sua alma. Os vários pecados que já havia cometido.

- Se você quiser, virá até mim. -

Desconhecia o motivo que o impeliu a dizer aquilo. Não sabia em que parte de sua mente insana ainda havia espaço para uma dúvida quanto a repulsa que o garoto tinha por ele, mas, lembrou-se de que sua mãe, a sábia rainha da Holanda costumava dizer: enquanto houver alguém que acredite em e que lute por você, não serás esquecido. Enquanto houver a possibilidade de alguém amá-lo por quem você é, então ainda há esperança.



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Re: Corredor da Realeza

Mensagem por Ruslan Sobolow Pavlenko em Dom Jun 21, 2015 12:51 am




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Sua cabeça se levantou e então, os olhos de Ruslan se encontraram com os olhos de Hernan. Ele se aproximava lentamente, e então, o coração do pequeno marquês ficou mais acelerado. Medo... Ah, doce medo. Tinha perdido a sua coragem, pelo menos, por alguns instantes. Sua vida era um caos, uma confusão terrível que acabava perturbando a sua jovem mente. Rus era diferente dos outros jovens. Havia sofrido tanto, mas não era tão velho. Dezesseis anos... Ainda uma criança, pode-se dizer. A sua infância acabara quando Hernan penetrara seu corpo lentamente, e assim, o medo acabou modificando a mente da criança. O garoto divertido e sorridente havia se tornado uma criança tímida e medrosa; o garoto inteligente e carismático, havia se tornado uma biblioteca... Estudava e adquiria conhecimentos, todavia, não os expunha. O estupro havia acabado com a sua vida, principalmente quando tinha sido enviado para a clínica psiquiátrica. Poucos sabiam e, se brincasse, achava que ninguém mesmo sabia disso. Sua mãe deve ter ficado feliz ao ver o filho “maluco” ir para um local onde pudesse ser salvo. Slan era um ser frágil e incompreendido, e, infelizmente, ninguém podia salvá-lo.

Engoliu em seco quando a mão do príncipe tocou o seu peito, e então, foi empurrado de forma lenta e gentil. Sua visão escureceu um pouco e o seu corpo começou a acelerar. Não... De novo não! Não queria passar por aquilo novamente... Nunca mais. Os olhos da criança ainda continuavam fixos nos do mais velho. Engoliu em seco novamente e não conseguiu dizer mais nada. Sentiu as suas costas tocarem a parede gélida e fria. Tentou implorar para que não fosse violentado de novo, mas acabou sendo pego quando o rosto do moreno se aproximou. Fechou os olhos rapidamente e puxou um pouco de ar. A altura de ambos era completamente diferente, e por isso, Hernan estava um pouco “abaixado” para que suas faces se encontrassem. O desespero invadiu a sua alma, fazendo com que seu metabolismo ficasse mais acelerado: o coração batia numa velocidade incrível, a sua respiração era rápida e completamente visível, e além disso, suas mãos suavam. As memórias do estupro atingiram sua cabeça de forma brusca, todavia, tudo acabou ao escutar o que Hernan dissera.

Piscou algumas vezes, desacreditando completamente nas palavras que escapavam dos lábios do moreno mais velho. Observou-o levantar o punho e fechou os olhos, pensando que apanharia, mas... Nada. Nada disso aconteceu. O punho do nobre estava ao seu lado. Seus olhos encontraram o de Hernan novamente. Estava hipnotizado pelo mesmo, apreciando o seu olhar frio e estranhamente confuso. Queria desvendá-lo, descobrir os segredos mais obscuros dele, porém, achava que isso era impossível. Por que diabos um príncipe como Hernan gostaria de um marquês? – N-Não me machuc... – E antes que pudesse completar, seus lábios já se chocavam. Não era um beijo forçado, não era um beijo de puro prazer ou qualquer coisa do gênero. Ruslan fora pego desprevenido. O que diabos estava acontecendo? Um beijo? Do príncipe? Fechou os olhos de forma automática e sentiu os lábios se encostando, até que...

Parou... Tudo parou. A mão dele voou para as suas bochechas e começou uma carícia carinhosa na face do pequeno marquês. Escutou suas palavras atentamente, e, cada letrinha poderia ser como uma agulha. Seu corpo doía só de pensar naquilo. Sabia que era uma criatura frágil, algo que o deixava mais irritado. Queria voltar a ser o rapaz de antes, o forte e feliz Ruslan, mas... Não conseguia. Sempre que tentava, alguma coisa o fazia regredir. Observou-o se afastar e fechou os olhos por um momento, sentindo a dor inundar sua alma e brincar com sua mente lentamente. Queria chorar... Sim, queria chorar. Doía tanto, mas tinha que aguentar. A sua última frase fez com que o coração do marquês se partisse. Hernan só estava brincando com sua mente, só podia ser.

– Como? – Deixou a dor escapar pela sua voz e então, abriu os seus olhos marejados. Sentia uma terrível vontade de chorar, todavia, a força era maior. – Você continua o mesmo... Continua agindo como se fosse um monstro. – Sussurrou num tom onde ambos pudessem ouvir. – Acha mesmo que eu vou correr atrás de você, Hernan? Você não tem ideia do que aconteceu comigo depois que você... – Parou de falar e uma lágrima escorreu pelos seus olhos. – Eu sofri durante dois anos! Você sabia que estive numa clínica? Isso, numa clínica psiquiátrica. E... Argh, eles me tratavam como um louco! Isso tudo é sua, SUA, culpa! – O ódio e a tristeza saíram ao mesmo tempo, fazendo com que mais lágrimas saíssem dos olhos da criança. – Provavelmente os meus pais disseram que estava em algum internato, mas... Uau, olha só. Uma clínica. Eu sou motivo de vergonha... Eu sou uma porcaria e... – Fechou os olhos e simplesmente suspirou.

– Você quem deveria correr atrás de mim. VOCÊ! – Murmurou e seus olhos claros se abriram, analisando o moreno mais velho. – Ainda é o mesmo hipócrita e eu não acredito que gostava de vo... – Parou de falar, mas esperava que o mesmo compreendesse. – Eu só queria voltar atrás e consertar isso tudo, mas olha que interessante, Hernan... Eu não sou um brinquedo... Vou ser esse garoto para sempre! Frágil, medroso e... ARGH! Isso não tem conserto! NÃO TEM CONSERTO! Não vai passar. Nunca, nunca e nunca! Eu tento voltar a ser quem era, mas... Não... Eu não consigo... – Fungou. Estava soltando toda a verdade... A verdade que acumulara em sua alma durante dois anos.


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Re: Corredor da Realeza

Mensagem por Hernan van der Basten em Dom Jun 21, 2015 10:52 pm




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bsorveu cada palavra do pequeno. Sempre o fazia. Dado a observação como era, mesmo que por pura curiosidade e afim de estudar os outros para bolar meios de contorná-los sempre que possível. O problema? Basten era realmente um garoto egoísta, egocêntrico, sempre cego, surdo e mudo para tudo aquilo que não o agradava. Um playboyzinho mimado acostumado a pisar sobre um tapete de infelizes que se atreviam a negá-lo qualquer coisa.

Entretanto, de alguma maneira e nem ele próprio saberia dizer como, o que Rus havia dito calou em sua alma. O fez apertar os olhos já estreitos e olhá-lo num misto de confusão e dúvida.

Havia o prejudicado tanto... E o pior? Sequer dava a mínima. A única parte de tudo o que Slan dissera que realmente penetrou em sua mente e latejou em seus pensamentos fora: ...gostava  de vo... Uma oração incompleta, de fato, mas à ouvidos atentos meia palavra basta, sim?

E Hernan compreendeu. É claro que sim. Era um príncipe que reunia variados defeitos e qualidades, mas, entre suas falhas não constava nada como ser de raciocínio lento ou até mesmo um ignorante. Era célere em seu modo de pensar e perfeitamente capaz de seguir o raciocínio do garotinho que tanto prendia seu interesse. Esse, aliás, que aparentava ser até mais inteligente que ele, embora reservasse suas capacidades mais pra si mesmo.

Eu quem deveria correr atrás dele, começou num pensamento redundante em relação a fala do garoto. Nunca havia feito isso! Tudo que queria, tinha com uma única expressão! Tomava o que desejava sem se preocupar com o pensamento comum e tudo o mais, mas... por quê se sentia tão tentado a aceitar a proposta dele?

Ah, claro. Porquê parecia um jogo.

- Quer  mesmo que eu corra atrás de você, é? -

Inquiriu forçando um tom surpreso na voz. De forma sorrateira deslizou em passos elegantes até parar de frente a ele, envolvendo sua cintura estreita nos braços e puxando-o defronte ao seu corpo.

- Assim, de perto... essa lágrima em seus olhos só tornam seus sentimentos ainda mais sinceros. E eu nunca tinha reparado em quão lindos são seus olhos. -

Seus olhos escuros estavam vidrados nos dele. A proximidade era tanta que podia sentir o medo e o receio dele a ditarem os batimentos descompassados do coraçãozinho do herdeiro dos Pavlenko. Família que estava nas graças da coroa da Holanda. Sabia que, independente de todo o infortúnio que causara ao jovenzinho que tinha nos braços, se o dinheiro pudesse ao menos minimizar seu sofrimento, certamente ele estaria bem arranjado. Jamais o faltaria nada, mas... por quê aqueles lindos olhos cristalinos pareciam tão vazios quantos seus? Era difícil pensar que alguém poderia entender sua apatia... mas, graças ao terrível que cometera contra o antes sorridente Ruslan, esse que agora tinha nos braços; apreensivo, arisco, parecia chegar bem próximo da possibilidade de desvendar seus meio sorrisos, suas ações pela metade e o choro que continha na face sem expressões.

- Você exerce um poder tão grande sobre mim. Eu quero você. Não a força... quero... tocá-lo. -

E ergueu o outro braço também a cintura do marquês, enlaçando-o num abraço tenro e afetuoso. Eis que, sem qualquer sinal prévio, lançou-se a ele num beijo quente. Dessa vez colou os lábios nos dele e sem demorar nem mesmo um minuto precipitou a língua travessa pelas frestas da boquinha macia de Slan, movendo o rosto em lados opostos enquanto acrescentava ao beijo um toque único: era intenso, agressivo, mas... permissivo. De forma que deixasse que a outra parte, a mais frágil o ritmasse. O laço que fora feito com os braços na cintura do menor se apertaram, colando o corpo deste no do maior, que o empurrou contra a parede em passos apressados e aparou o choque das costas dele com os próprios braços.

Hernan se surpreendeu durante o beijo e mesmo com essa ação de cuidar dele. O que estava acontecendo com ele? Não suportando o peso da pergunta, permitiu que ela escoasse de seus lábios rubros e com o recém sabor dos dele. Ah, e que sabor!

- O que você fez comigo? -

Seus olhos brilhavam como os de um garoto encantado com um brinquedo a que se afeiçoava muito. Aquele sentimento era novo, era... curioso. Como podia gostar tanto assim de alguém que não podia oferecê-lo nada além do que já tinha com facilidade? Esperava que Ruslan pudesse respondê-lo.

Permaneceu ali. Os olhos fixos nos do moreninho. A dúvida enrugando suavemente a tez de sua testa. Controlando a ânsia de inclinar-se pra frente outra vez e devorar seus lábios num outro beijo feroz.

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Re: Corredor da Realeza

Mensagem por Ruslan Sobolow Pavlenko em Sex Jun 26, 2015 10:52 pm




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Boy


Respirou fundo e fechou os olhos em seguida. O desabafo jamais acontecera anteriormente, e então, abriu os seus olhos ao ouvir as palavras do moreno. O olhar do príncipe era diferente... Uma estranha confusão espalhava pelos olhos do mais velho, mas Ruslan achava que era o mínimo. O príncipe jamais passara pelo que o pequeno marquês conhecera. Um mundo sujo, corrupto e estranho. Um lugar onde pessoas sádicas viviam e adoravam maltratar, mas ali estava o moreno mais novo. Tinha sobrevivido, todavia, não gostava de se expor. Guardava suas lamentações no interior de sua alma, porém, acabara de expor todos os seus sentimentos e pensamentos. Nenhum ser humano é capaz de esconder os seus sofrimentos durante muito tempo, e, felizmente, Rus conseguira esconder por dois anos. Não era mais o garoto feliz, não era mais o jovem que via o mundo de forma inocente e bela... Não, de jeito nenhum. Agora é diferente: o mundo é sujo, impuro e completamente obscuro.

Engoliu em seco quando ambos ficaram mais próximos. Por causa do estupro, um trauma surgira. Tinha medo das pessoas, medo de seus olhares, medo de seus toques e medo de suas palavras. Medo da sociedade ao seu redor. Sentiu os braços de Hernan tocar o seu corpo e então, um frio na barriga surgiu. Seu coração acelerou quando seus corpos ficaram mais próximos. O pavor começava a reagir em seu corpo, acelerando todo o seu organismo. A respiração ficava mais rápida novamente, o coração acelerava cada vez mais, a sua mente processava de forma anormal, e, por último, a adrenalina estava sendo liberada aos poucos. O receio comandava a vida do pequeno Slan, mas já estava acostumado com tudo isso.

Seus olhos se encontravam com as orbes castanhas, quase como se pudesse penetrá-las e desvendar a escuridão que corroía a pobre mente do príncipe holandês. Queria descobri-lo, queria saber mais e mais. Sentiu o sangue ir diretamente para a sua face, fazendo com que sua bochecha ficasse vermelha. Esperava outra atitude quando desse de cara com Hernan, mas... Ele preferia aquele instante. Lá no fundo, bem no fundo, um sentimento perturbava sua mente. Um misto de confusão e desejos, que estavam completamente escondidos e ninguém – inclusive os seus pais – saberia tão cedo. Não sabia como os Pavlenko reagiriam caso soubessem da sexualidade do pequeno marquês. Apesar de a homossexualidade ser permitida no país totalmente liberal, as pessoas preconceituosas ainda estavam presentes. E uma dessas pessoas poderia estar no interior de sua família.

As palavras do mais velho fizeram o moreninho morder os lábios. ARGH! Odiava sentir a confusão inundando sua cabeça. Não conseguia compreender o que estava sentindo, o que ocorria. A pior sensação do mundo é estar agoniado e não poder expor isso. Queria gritar, queria chorar, queria destruir um quarto cheio de objetos. Sua vida era terrível e completamente injusta, mas já que estava com Hernan, tudo parara. A tristeza sumira, porém o medo continuava. O receio era seu melhor amigo, por isso acabara transformando Ruslan numa criatura completamente desconfiada e medrosa.

Sentiu o outro braço e então, um abraço carinhoso fez com que o coração do marquês ficasse mais calmo. O ritmo diminuíra e a substância da calma era liberada, atravessando cada parte de seu corpo. Um suspiro de alívio acabou escapando dos seus lábios e uma lágrima escorreu. Alívio. Sentia isso. Tranquilidade e, pela primeira vez em dois anos, sentia-se seguro. O medo continuava, mas não da mesma forma. Naquele instante acreditava que poderia confiar no príncipe por alguns momentos, todavia, estava tomando cuidado. Não queria ser surpreendido... Novamente. Amava o príncipe quando pequeno, mas depois do estupro, sentia nojo. Sim. Nojo. Mas ainda acreditava que, algum dia, Hernan mudaria.

Antes que pudesse processar, seus lábios estavam grudados. Não era um beijo carinhoso e tranquilo, mas sim um beijo selvagem e quente. Jamais beijara alguém, todavia, seguia os seus “instintos”. Ritmava rapidamente, sentindo o gosto dos lábios do príncipe. Sentiu o outro braço e então ficaram mais próximos. O calor atingia todo o seu corpo, deixando-o levemente excitado. Seu coração acelerou novamente, mas não era de medo. Era de desejo, ambição... Uma ambição boa. Queria ficar perto de Hernan. Sentiu seu corpo se movimentar e então, um barulho “oco” surgiu. Suas costas estavam tocando a parede gélida. O beijo continuava, até que tudo parou de forma repentina. Uma pergunta acabou saindo da boca do moreno mais velho, e então, Slan piscou algumas vezes, recuperando-se. Era a segunda vez que beijava alguém, todavia, era a primeira que beijava de forma passiva. E o primeiro beijo? Fora com Hernan, onde fora forçado a beijá-lo.

O beijo parou e uma pergunta escapou dos lábios do príncipe. Rus engoliu em seco e olhou ao redor, completamente perdido. O que estava fazendo? Por que diabos estava fazendo isso? Um beijo... COMO ASSIM? – Espere, espere. – Empurrou-o de forma delicada e fechou os olhos, respirando fundo. – O que está acontecendo? – Engoliu em seco. Não conseguia processar, então, respirou novamente. – E-Eu não sei... Não fiz nada com você e... – Parou de falar e então, abriu os olhos. As orbes azuis encararam os lindos olhos castanhos e misteriosos. – Por que está me beijando? Você pode ter quem quiser. – A tristeza escapou pelos lábios de Ruslan. Não respondera a pergunta do príncipe, afinal, como seria a resposta?


Everything I wanna is peace, look at me, I’m suffering here
thanks rapture
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Re: Corredor da Realeza

Mensagem por Hernan van der Basten em Ter Jun 30, 2015 2:14 am




Nobody can see me
not for who i really am
O
olhar dele apresentava uma mudança imensa. Uma maturidade maior. Era de conhecimento do príncipe o ditado que geralmente corria a boca dos mais velhos de que o sofrimento incitava os outros a crescerem. Hernan no entanto, não soube se isso era bom. O olhar de seu pequeno agora sustentava um peso de atravessar a alma. A infelicidade o vestia, impregnada naquele uniforme caro sobre o corpo fino e esguio que um dia tomou a força.

No instante em que sentiu as mãos pequenas e suaves do outro empurrarem-no para trás por um pequeno espaço, riu brevemente, observando o marquês se perder em seu desconexo jogo de palavras até que, a pergunta que ele o fez tratou de franzir o cenho de Basten e mantê-lo com com as esferas castanhas afixadas nas do outro que tinha entre os braços, como se buscasse a resposta na pigmentação daqueles lindos olhos azulados.

- A verdade é que... Você me lembra alguém que eu costumava amar.

Esse alguém era ele, Rus, quando mais novo. Era estranho pronunciar aquela palavra depois de tanto tempo... principalmente se para tratar de algo que ele realmente levava... a sério. A palavra foi quase sussurrada se em comparação com a altura com que fora dita o restante da frase.

Mas a verdade é que Hernan amava sua capacidade de fazê-lo sorrir. De agir em igualdade com as pessoas independentes do quê.  A forma como ele o inspirava a ser alguém melhor até que, como tudo o que havia de bom em sua vida, destruiu aquela relação.

Mordeu o lábio ante o desejo enfurecido que crescia em seu interior e numa investida voltou a sorver dos lábios dele, beijando-o com gula, com ânsia de explorar todo o âmago daquela boquinha linda e... Ah, não pararia por ali!

Agarrou a destra pequena e singela do outro, guiando-a até a ereção em meio às suas pernas. A canhota escorregou enchendo a palma toda no bumbum redondo e desejoso de Slan, enquanto a destra contornou a cintura dele indo repousar sobre a outra nádega.

Apertou ali, puxando contra seu corpo e usando do peso e tamanho do seu para esmagar o mais frágil de uma forma máscula, convidativa.  Não queria assustá-lo,  mas, vencer a vontade do próprio corpo já beirava o impossível.

Os lábios fogosos desviaram dos dele e foram parar em seu pescoço onde se incendiaram em beijos, chupões, mordidas e...

Droga. Nem se deu conta da sua mão boba que escorreu pra dentro da parte traseira da calça do pequeno marquês e já tocava-o na bunda com apertos, esmagando aquela carne gostosa e macia nas mãos enquanto ora ou outra o arranhava ali também,  ansioso para mirar com ela a intimidade estreita daquela região.  

A calça que vestia van der Basten pareceu mais apertada graças ao tesão que fazia com que o seu membro viril se forçasse contra os tecidos que o guardavam na intenção de saltar para fora e abrigar-se naquele lindo nobre de olhos cor de céu.

Por quê ele o confundia tanto? Hernan pensou nisso ligeiramente, já determinando na mente sua próxima atitude que não dependeria da do marquês  holando-russo.

Não podia se entregar tão facilmente... precisava que ele soubesse que, embora ele fomentasse nele vontades que ele mesmo não conseguiria nomear se preciso, ninguém o teria nas mãos. E ele, Ruslan, era parte desse ninguém.

- Andou praticando? -

Questionou, fazendo pressão com o dedo médio canhoto contra o pequeno orifício do amado. Sim, ainda o amava! Por diabos, quem conseguiria amar um monstro como ele? Precisava manter o seu garoto longe dele, antes que ele se ferisse mais uma vez naquela busca inútil pela alma de Hernan em seu corpo oco.

Sexy, apetitoso, mas oco.

- Parece mais... relaxado. -

Ele acrescentou com um riso debochado e um sotaque safado.

O antigo Slan talvez fosse chorar com aquela insinuação, desfalecer em seus braços, mas, não esse. Esse tinha um rugido contido na garganta, olhos mais argutos e que abrigavam uma ferocidade admirável. Era quase como se... valesse ainda mais a pena que o outro.

Tinha aderido novas cores. Sua pele lustrosa levemente mais morena, os lábios tão rubros quanto antes, e aquele mar de seus olhos... oh, quantas vezes quando mais novos não havia se perdido naqueles olhos espelhados?

Merda feita, só esperou para o momento em que a consequência iria marcá-lo na reação posterior do marquês ao seu comentário.

créditos à Tenebrae
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