[FP] VON DUNKELHEIT, Viper

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[FP] VON DUNKELHEIT, Viper

Mensagem por Viper von Dunkelheit em Qui Abr 16, 2015 3:22 pm

bacon pancakes
Viper Antje Müller Von Dunkelheit
18 anos
31/10
Viper, Jester, Ann
Bobos da Corte
Alemanha
Cara Delevingne

— P E R S O N A L I D A D E ;

Definitivamente Viper não é normal, nem mesmo para os padrões daquela sociedade tão diferente em que habita. Não que ela possuísse algum problema psicológico ou algo do tipo – por mais que pareça –, ela simplesmente age e faz coisas que não se encaixam exatamente no que os outros consideram ordinário. Não apenas esse seu jeito estranho de ser, como também a sua tamanha inconveniência e falatório sem fim tornam a garota uma espécie reclusa dos outros; afinal, quem quer ser amigo de alguém tão insano e estranho quanto ela? Uma ou duas pessoas, na verdade, ou três se contar com ela própria. [Eu valho por cinco, aumentar essa quantidade aí!]

Sempre está fazendo piada de tudo e todos, seja no momento quer for, com quem for, ou onde for. Suas palavras não são medidas quando fala com alguém, o que pode parecer – de certo ponto de vista – que ela é uma pessoa arrogante, quando na verdade ela é apenas sincera, não escondendo o que pensar dos outros.

Antje, apesar de toda personalidade quase que infantil, psicótica e esquisita, ainda possuí traços nada agradáveis ou visto com bons olhos pelos outros (sim, outros traços além dos bizarros já citados). Um tanto quanto sádica, sem compaixão e cruel, ela não mede esforços para atingir seus objetivos, e se isso significa eliminar pessoas em seu caminho ela fará sem hesitar. Não é uma soldadinho no quesito seguir ordens, mas cumpre a maioria delas sem questionamentos – obviamente não da forma que esperam que ela cumpra-a.

— H I S T Ó R I A ;

MANSÃO DOS FRIEDRICH, POUCOS DIAS ANTES DO CABOOM!

O homem já estava conversando com o terceiro há algum tempo, um papel em sua mão possuía coordenadas desconhecidas, mas que mostravam com exata precisão o local indicado. As palavras eram rápidas e sussurradas de modo quase inaudível, faladas num sotaque que poucas vezes Preeph havia escutado. Apesar de uma ou outra palavra perder-se no decorrer do diálogo, o conteúdo do mesmo fora compreendido pelo belga.

– E você tem certeza disso? – Perguntou o ser de olhos claros ao estranho de óculos e palavras emboladas à frente.

Houve um silêncio momentâneo enquanto o estranho fitava o outro. Coberto por diversas roupas e acessórios, a figura do ser à frente apenas parecia suspeita e quase desconfortável aos olhos de Preeph. O ser tocou os óculos abaixando-o levemente sobre o nariz e fitando o outro com sua íris castanhas. Por debaixo das sombras do chapéu o belga notou a expressão sombria e cínica que o outro mostrava.

Oui, mon ami. Eu tenho certeza disso. – disse o estranho com um sorriso no rosto enquanto entregava uma chave ao outro.

♕ ♕ ♕

Algo não funcionara direito no avião durante o pouso; luzes piscavam, sirenes apitavam, ele mexia-se mais que o normal. Dentro dela poucos passageiros mantinham-se calmos, algumas crianças choravam e um deles parecia tão inerte que Preeph deduzira já ter morrido. No segundo que a nave tocou o solo do local, ele pensara que finalmente iria morrer. A aeronave perdeu as asas e capotou uma vez antes de arrasta-se pela terra por uns 30 metros, por um milagre sem explodir. A inconsciência levou-o e a única coisa que notou antes de sua mente transformar-se num vazio negro foi o sangue que pingava por toda a parte e chamas que lambiam metade do que uma vez fora uma luxuosa cabine.

Quando acordou ele estava deitado em uma espécie de cama. Seu corpo doía, mas seus ferimentos estavam tratados. Quanto tempo havia passado? Uma, duas semanas? Uma mulher de cabelos loiros quase brancos, pele rosada e olhos azuis adentrou o cômodo em que ele estava. Ela sorriu enquanto sentava-se acomodada em um banco ao lado da cama, como se já tivesse feito isso milhões de vezes, ela tocou o corpo do belga com as pontas dos dedos passando uma pomada em seus machucados. Ele sentiu frio, contudo não era um frio incômodo, e logo ele percebeu que só estava vivo por conta dela – a mulher estava cuidando dele.

De repente, os olhos azuis brilhantes de Preeph miraram os azuis brilhantes da mulher, apresentada como Moira, e por um segundo ele esqueceu o motivo de estar ali. E por aqueles segundos de esquecimento, um mar de obliviação o inundou enquanto ele mergulhava propositalmente nele e deixava-se levar por aquele estranho sentimento.

POUCOS MESES DEPOIS DO CABOOM DO AVIÃO

A criança parecia com a mãe, felizmente. Apenas pequenos traços assemelhavam-se ao pai. Moira cuidava do bebê na sala enquanto Preeph, o qual agora chamava-se Ivan, cozinhava. A campainha tocou uma, duas, três vezes, e mesmo depois do aviso do homem que já estava à caminho, ela continuou a tocar num desespero unissom.

O homem abriu a porta, e ali encontrava-se alguém que ele nunca mais desejava ou esperava ver. No rosto do estranho de vestes escuras as linhas, traços, e cor brilhante dos seus olhos, os quais eram recheados de raiva – uma raiva que Ivan não via em seu próprio por muito tempo – o belga, agora “alemão”, relembrou os motivos de ter ido para aquele lugar. Relembrou que mesmo sendo o que era, e mesmo Moira sendo da mesma raça que si, ele não queria mais viver sobre a imposição de seu genes, e muito menos que sua filha, que teria o sangue lycan, vivesse assim também.

– Volte de onde veio. – Impusera Ivan ameaçando fechar a porta.

A mão do desconhecido impediu que ela fosse fechada, e com a outra mão o mesmo entregara um dispositivo para Preeph. Não houve nenhum diálogo à mais, nada da parte do outro, mais nada da parte de “Ivan”. A água no fogo borbulhava há minutos ameaçando já a evaporar, ainda sim o homem não deu-lhe atenção, ele apenas conseguia olhar para o dispositivo em mãos num misto de angústia, medo e dor.

– Querido? – A voz de Moira ecoou pela casa. – Ivan? Preeph?

Ela desceu as escadas para o primeiro andar, seus olhos vagaram pelo cômodo principal e depois pelos adjacentes à sala. Ele não estava lá, ao invés disso apenas um papel grudado à geladeira dizia:

“Adeus.”

DOZE ANOS DEPOIS DO DADDY MAFIOSO ABANDONAR A FAMÍLIA

– Mas porque eu tenho que ir?! Isso não faz sentido! Eu quero um advogado! Um de graça, porque sou uma criança não tenho dinheiro, mas se ele quiser pago em bala e... OPA! OPA! ME SOLTA! AAAH! – Antje gritava e esperneava tentando acertar com chutes e socos o homem que a carregava com apenas uma das mãos. Porque havia um “médico” tão forte? Que função mais inútil pra alguém com uma força assim, ele deveria ir lutar MMA ou ser um guarda, ganharia mais.

Em meio aos gritos ela fora jogada dentro do camburão da clínica e trancafiada lá dentro onde tudo era acolchoado. Pelas pequenas grades da porta do carro ela amaldiçoava os médicos, deuses de todas as culturas conhecidas, e a pessoa que havia criado a matemática – porque sem dúvida aquela pessoa maldita estava envolvida diretamente com suas desgraças. O homem que havia a jogado lá para dentro estava agora conversando com a tutora da menina, cujo era a dona do orfanato e parecia mais um esqueleto de laboratório que uma pessoa de verdade. Os orbes da mulher fitaram a menina de cabelos loiros por meio segundo com desprezo antes de voltarem-se para o homem à frente.

– Tirem-na logo daqui. – Falara a mulher com aquela voz anasalada e sotaque arrastado depois de assinar os papéis devidos.

Antje já havia desistido de gritar e rosnar pelas barras e agora estava jogada no chão de colchões do veículo olhando para o teto branco encardido. Suas lembranças passavam como um flash naquele momento: aos nove anos, quando sua mãe fora morta por um homem sem qualquer explicação; na mesma idade quando fora mandada ao orfanato; aos dez, quando quebrou a perna e o nariz de alguém que implicara com ela, e logo depois fora mandada para uma clínica psiquiátrica por 9 meses por comportamentos “irracionais” que ocorreram depois; aos onze, quando começou a ser mais hiperativa e estranha que o normal; ainda nesta idade, quando fora mandada à outro orfanato por “afetar negativamente os órfãos”; ainda naquela idade quando fora mandada – mais uma vez – à uma clínica psiquiátrica onde passara 11 meses, e quando saíra fora para outro orfanato; e agora aos doze, quando mais uma vez era mandada à uma clínica psiquiátrica. E todas as vezes que se transformou em um fucking lobo do nada. Não tinha nem 15 anos e fora mandada mais vezes para uma clínica/hospício do que um alcóolatra para uma clínica de reabilitação.

Ela não entendia porque todo o tempo estava sendo mandada para lá, ou trocando de orfanato, ou porque não era adotada. Não que desejasse ser adotada, afinal sem pais ela podia dormir até 22 horas e não 21 horas como quem tinha pais normalmente dormia. HÁ! Na realidade ela não entendia muitas coisas, quero dizer, ela tinha só doze anos, né! Apesar disso ela sabia de algo, algo que era inegável diante da sua situação: ninguém aguentava a sua personalidade maravilhosa e toda sua diveza e pelos por muito tempo. Sabe, ela ofuscava demais as pessoas! Todos invejosos, principalmente aquelas mulheres esqueléticas com cara de desenho animado que comandavam os orfanatos.

Antje rodou no chão de almofadas ficando de barriga para baixo ainda estatelada. Nem ao menos havia chegado no hospício e já estava entediada. Fechou os olhos em uma tentativa de dormir, mas só o que conseguiu fazer foi tentar lembrar de sua mãe e das histórias que ela contava. Não havia muito o que lembrar, mas ainda assim ela passou muito tempo submersas das recordações, pelo menos até a porta traseira do automóvel ser aberta e ela ser encaminhada para dentro da clínica.

– Gertrudes! Corte de cabelo novo, huh? – Dissera ela apontando os dois dedos como se fossem armas, piscando e fazendo um som com a boca em direção à secretária velinha que respondeu amigavelmente com um sorriso e um mexer no cabelo.

TRÊS ANOS DEPOIS DO CORTE NOVO DE GERTRUDES E DE SER INTERNADA MAIS 6 VEZES

Ela já estava correndo há mais de uma horas. Será que aquelas pessoas não se cansavam? Quer dizer, pelo menos eles não estavam com fome ou vontade de ir no banheiro ou ir comer um donut? Ela havia roubado apenas um pãozinho doce, pra que aquele exagero todo com foices, tridentes e tochas? Ela não era nenhum Frankenstein apesar do cabelo esquisito e roupas estranhas! Já fazia uma semana que ela estava nas ruas, afinal não havia mais orfanato por ali que a aceitasse, e aparentemente nenhum outro longe dali a queria. E o pior, ela nem ao menos lembrava do lugar que sua mãe havia lhe falado para ir. Era algo como Marilyn Manson, Monroe Manson, Taylor Manson...? Não lembrava nem o nome, quanto mais o endereço.

– É SÓ UM PÃO! UM PÃO! Nem tava tão bom assim pra esse escândalo todo, seus padeiros meia bocas! – Gritou ela fazendo uma careta para eles enquanto subia em um muro e andava sobre o mesmo para subir pela parede de uma construção em direção ao seu telhado. Aqueles padeiros gordos não subiriam ali. HAHAHAHA!

“Mas que porra...?!”, pensou ela ao ver dois dos padeiros erguendo um terceiro em direção ao muro com certa dificuldade. De longe mais parecia uma tentativa de coreografar uma dancinha de líderes de torcida... Só que feita por caras gordos.

– Parem de brincar de homem-aranha e vão queimar rosca! – Gritou ela irritada pra eles brandindo o braço em revolta. No segundo seguinte ela parou com uma expressão pensativa e então começou a rir como se nunca fosse parar. – Isso foi genial! HAHAHAHAHAHAHA!  Tenho que anotar no livrinho de piadas.

Viper, como havia se autobatizado, só parou de rir quando o padeiro gordinho estava pendurado pelos dedos na borda do telhado. Ela marchou até lá pisando em seus dedos e gritando insultos nada carinhosos para o homem, quando só faltava dois dedos para ele cair ela interrompeu seus golpes.

– LEMBREI! LEMBREI! MÜLLER MANSON! HÁ! ISSO! – Em meio a uma dancinha da vitória ela parou para abraçar o homem que estava quase caindo, antes de voltar a pisar em seus dedos e o fazer cair em cima dos outros padeiros balofos. E, finalmente, ela havia lembrado a tal mansão onde sua mãe havia crescido, assim como o endereço da mesma. E era para lá que iria, pelo menos não haveria padeiros correndo atrás dela ou pessoas tentando a por em clínicas psiquiátricas... Era o que esperava pelo menos.

♕ ♕ ♕

Ela chegou a conclusão de que preferia ter ido para um manicômio ou estar fugindo de padeiros, quando a sua “tia” abriu o portão, deu gritos de felicidade e quase lhe arrancou as bochechas. E, não, isso não era nem o pior! A família Müller era bem esquisitinha: a sua tia parecia viver no século XIX, com roupas e perucas bizarras, o tio tinha cara de gangster, e os sobrinhos eram um casal de gêmeos que pela cara ou estavam chupando limão o tempo todo ou achavam que fazer a “duck face” tinha que ser 24 horas por dia para o caso de um paparazzi ser summonado de repente ali. E, como se não bastasse, os Müller eram nobres – não no sentido conotativo, porque eles tinham um espírito bem ruinzinho. E o pior disso tudo, eles a obrigaram a ir pra uma academia estranha de pessoas com títulos e coisas assim, e como uma boba da corte... Era este o nome? Sim, isso, boba da corte. Ela só esperava não ter que usar aquelas roupas patéticas coloridas, pintar a cara como um palhaço e andar por aí com um banjo ou uma flor que espirra água... Não que a flor não fosse legal, sempre tinha um otário que caía nela, contudo ter que ficar enchendo o recipiente de água deveria ser bem chato.


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Re: [FP] VON DUNKELHEIT, Viper

Mensagem por Charlotte W. N. Reinhardt em Qui Abr 16, 2015 3:37 pm



atualização!

Viper von Dunkelheit   ► Aprovada!

Sua ficha está interessante, é engraçada de se ler e não tem nenhum erro extremamente gritante, parabéns.

valeu @ carol!


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