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Mensagem por Kalysto S. Le Fay em Qui Fev 26, 2015 11:45 am

A maior verdade que poderia ser dita é que com o tempo os fatos acabam se alterando, a simples comunicação boca-a-boca se encarrega disto, mas aqui irei lhes mostrar uma versão, a verdadeira versão das Bruxas de Avalon...

Esta História ocorre em meados do século V...

1ª PARTE - A MALDIÇÃO LE FAY


Era uma noite serena a estremo sul da Inglaterra, Morgana saiu sorrateiramente pelos portões do castelo em direção ao bosque que rodeava todo o reino de Camelot, estava vestindo uma grande túnica que ocultava sua face, a brisa espalhava seu perfume por todos os lados, um forte cheiro de maça, doce e inebriante capaz de levar qualquer homem a loucura, ela havia saído escondido de Viviane, a mesma jamais poderia saber o que estava acontecendo, as seguidoras de Avalon não podiam se apaixonar, jamais, mas Morgana não pode evitar que seu coração disparasse descompassadamente quando via Arthur, era assim desde a primeira vez que o vira, e seria assim até o dia de sua morte...

Algum tempo havia se passado e Morgana adentrava cada vez mais na mata que parecia ficar mais densa, para qualquer outra pessoa este caminho era mais confuso que um labirinto, para qualquer um menos para ela que fora criada aprendendo magia e tudo que envolvia a mesma, sua simples aura fazia com que as plantas se retraísse para que passasse sem dificuldade e aos poucos ela foi se aproximando de uma clareira que situava-se no meio do bosque, muito próximo aos limites do castelo, ao chegar na clareia avistou uma pequena e singela choupana, seu ninho de amor, seu e de Arthur, ao menos assim ele chamava o local, ela aproximou-se da porta de madeira, mas não precisou tocar a maçaneta para que a mesma abrisse, apenas sussurrou algo inaudível e a leve brisa de sua respiração destrancou a mesma, Morgana entrou no aposento escuro e jogou o capuz de sua túnica para trás revelando uma longa cascata de cabelos tão negros quanto a noite lá fora, ela passou sua mão direita sobre o barbante seco da vela que tinha sobre a mesa e a mesma acendeu-se sozinha, após fazer isto foi acendendo as demais velas espalhadas pela choupana com a chama já acesa, aproximava-se da grande hora, a lua estava a pico no céu em sua forma minguante, apenas enfeitando o mesmo ao lados das estrelas brilhantes mas sem iluminar muito, alguns segundos haviam se passado e novamente a porta fora aberta, outra figura encapuzada entrou no local jogando o capuz para trás e revelando um sorriso estonteante, era seu amado Arthur, os dois ainda eram extremamente jovens e imprudentes, Morgana com suas curvas perfeitas e Arthur em pleno vigor de sua juventude, ele tinha os olhos azuis como o oceano e os cabelos encaracolados tão dourados quanto fios de ouro...


- Eu sabia que viria – Disse ele aproximando-se dela e puxando seu corpo junto a si, seus lábios colaram um no outro em um beijo ardente que fazia seu coração bater mais rápido do que jamais havia batido, Morgana havia ido aquele encontro apenas para falar-lhe que jamais poderia ceder a este belo amor, que ela estava amaldiçoada eternamente a não poder amar ninguém, e que se isso acontecesse o mesmo morreria nas mãos deste amor, Morgana ainda jovem não entendia muito bem o que esta profecia queria dizer, mas anos a frente ela iria entender perfeitamente...

- Arthur, nós não podemos, tenho medo que você se machuque... – Ele então a silenciou colocando seu dedo indicador suavemente sobre seus lábios e a beijou novamente – Seja minha Morgana, ao menos uma vez seja minha e deixe-me amá-la com todas as minhas forças... – Ao falar isso Arthur voltou a beija-la, ele posicionou a mão no botão que prendia sua túnica e a soltou, Morgana estava preparada para entregar-se de corpo e alma a ele, tanto que havia ido nua por baixo da túnica, ele observou toda sua magnitude feminina, a desejava ao máximo, voltou a beijá-la enquanto tirava sua própria túnica e roupa, ele iria amá-la e nada nem ninguém iria atrapalhá-los, não aquela noite...

A respiração ofegante de Morgana enchia o silencio do casebre, Arthur a dominada como um verdadeiro garanhão, deitado sobre ela deixando que seu peso e o calor de seu corpo a domina-se por completo, em alguns momentos eles rolavam seus corpos na cama e ela ficava por cima o cavalgando, em outros rolavam novamente deixando ele por cima, puxando suavemente seu cabelo, mordendo sua nuca e passando a língua por sua orelha, isso fazia a jovem Morgana gemer cada vez mais, e mesmo que estivesse acostumada ao sexo jamais sentira nada parecido com que havia sentido aquela noite, pouco a pouco o dia foi amanhecendo e o amor que os dois sentiam apenas acabou de ser consumado junto ao piar dos primeiros pássaros, quando finalmente o sol havia nascido Arthur estava dormindo ao seu lado, de forma encantadora e ruidosa, Morgana já estava novamente vestida em pé ao lado da porta, uma lagrima caiu de seus olhos desenhando a maçã de seu rosto com suavidade, esta seria a ultima vez que veria seu amado vivo e ela sabia disto...

A noite de amor que havia tido gerou um fruto em seu ventre, não tinha mais como esconder sua barriga que agora aparecia sinuosamente, Vivviane sua tutora insistia para que ela refizesse seu pacto pela eternidade, mas Morgana não estava disposta a entregar a vida da única coisa que ainda ligava ela a Arthur, um belo jovem de cabelos levemente ondulados e negros nasceu, seus olhos eram tão azuis quanto os do pai, Morgana decidiu chamar-lhe de Gwydion, ela o criou e o mesmo tornou-se o melhor guerreiro que ela vira em toda a sua vida, tão bom que chegou a matar um Dragão em Avalon com apenas uma espada.

Gwydion agora era um jovem adulto, e como tal não poderia mais viver em Avalon ao lado de sua mãe Morgana, ela despediu-se do jovem com um beijo em sua testa e o deixou nos limites das Brumas que ocultavam a ilha mágica, afastando-se com uma lagrima que a fez lembra-se daquela ultima noite em que vira Arthur, o jovem ao chegar em um reino desconhecido resolveu usar outro nome, resolveu que a partir deste dia chamar-se-ia Mordred em homenagem a sua amada mãe, no reino desconhecido ele ouviu falar as proezas de um rei chamado Arthur e sua espada que supostamente havia sido forjada por fadas, querendo pôr-se a si mesmo a prova e cego pelo seu ego resolveu desafiar o rei, uma batalha sangrenta se iniciou e durou horas, Arthur e Mordred duelavam como se fossem partes de si, seus movimentos eram parecidos e sua agilidade igualmente comparável, mesmo Arthur sendo mais velho, Mordred era mais forte, mas Arthur tinha mais experiência em batalhas o que lhe dava vantagem, depois de muito tempo duelando suas laminas se chocaram e eles miraram-se olhos nos olhos, Arthur fez um movimento ágil e acertou Mordred em cheio no estomago, quando puxou sua lamina as viceras do jovem começaram a brotar do ferimento, seu sangue tingia o chão de areia, Arthur como sempre era extremamente convencido e deu-se ao luxo de virar-se de costas para seu oponente e comemorar sua vitória mesmo o outro ainda estando de pé, Mordred por sua vez, cego pela humilhação que havia sofrido ao perder apunhalou sua lamina nas costas do rei, descendo o braço com toda a força que ainda lhe restava abrindo um corte nas costas do mesmo revelando o osso de sua coluna, e assim os dois morreram sem jamais saber que eram pai e filho.

Morgana acordou no susto em seus aposentos, havia sentido algo como uma punhalada em seu coração, Viviane adentrou em seus aposentos e sentou-se a beira da cama da jovem, ela estava pálida e tremula como se uma parte dela tivesse sido alcançada
– Mordred esta morto... Arthur o matou – Disse de forma serena, Morgana levou a mão a boca para conter um grito de desespero, lagrimas de angustiam inundaram sua face, ela pensou em perguntar sobre seu amado então Viviane prosseguiu antes que ela fizesse – Arthur também morreu criança... Ele contou vitória com Mordred ainda forte o suficiente para mata-lo... Essa é a maldição Morgana, o homem que um dia amou morrendo pelas mãos de seu amor, agora entende o porque de eu nunca ter sido de acordo com suas escapulidas? – Morgana estava sem chão, sem ar, seu mundo parecia ter chego ao fim mesmo sabendo que uma eternidade ainda lhe restava pela frente – Eu quero traze-los para cá Viviane... Quero enterra-los como realmente merecem, pai e filho, lado a lado – Viviane apenas fez um aceno positivo com a cabeça, decidiu dar este direito a jovem, ela merecia isso por tudo que havia passado...

Era noite e os corpos de Arthur e Morderd haviam sido recolhidos, o reino estava em luto, todos choravam pela morte de seu rei e pelo desaparecimento de seu corpo que agora jazia imóvel em uma embarcação ao pé de Morgana indo para Avalon... – De que me serviria à eternidade se não pude ter a única coisa que realmente amei... De que me serve a eternidade se terei que enterrar meu filho? – Pensava ela em silencio, a embarcação havia começado a cruzar as Brumas, uma nova lágrima formou-se em seu rosto então nos limites mágicos da propriedade ela exclamou – Deuses que me deram a eternidade, eu vos amaldiçoo, amaldiçoo esta vida de sofrimento eterno e amaldiçoo cada amor que possa nascer de minhas futuras gerações, até que um dia esta maldição possa ser revertida e não será o alvo do amor quem irá morrer, e sim quem decidiu amá-lo ...
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Kalysto S. Le Fay

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