Give me cigarettes, coffee, books and a blues band - Remy Pallas

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Give me cigarettes, coffee, books and a blues band - Remy Pallas

Mensagem por Remy R. W. Pallas em Seg Fev 23, 2015 2:28 pm

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01. Yeah, I'm Remy...
and I don't know if this is good!
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13.06.2494
03H 21MIN

“A pior coisa do mundo é quando alguém faz você se sentir especial, e de repente, te deixa de lado.”

Oi eu sou a Treze... Ou Remy... Tanto faz. Treze para quem me conhece a mais de oito anos, Remy pra quem não sabe nada de mim além do meu status da sociedade. Bem, continuando, nasci em New Jersey, em Princeton para ser mais exata. E foi lá que eu cresci, estudei e me formei em medicina com apenas 17 anos. O que eu posso dizer? Algumas pessoas tem talento para aprender as coisas rápido, e eu estou entre essas pessoas.

A grande questão é que poucos sabem o porque meu apelido é treze, mas não existe muito segredo por trás disso, eu era a número treze do estágio de diagnósticos no Princeton-Plainsboro Teaching Hospital, e como Gregory, meu chefe não se dignava a olhar meu nome na lista, me chamava pelo meu número de estágio e com o tempo acostumei a ser chamada por um número e não pelo meu nome próprio.

Com o tempo me tornei a segunda melhor médica em diagnósticos de doenças raras e exóticas, ficando apenas atrás de Gregory e Foreman, e foi no Princeton-Plainsboro que conheci Ronan Kennedy. Mas essa história vale a pena contar.

Tudo começou quando Ronan, Kevin e Johnny, os trigêmeos, estavam na grande Princeton cuidando dos negócios da família e se meteram em uma briga de bar. Ronan havia cortado o supercílio em uma caçada e foi parar no hospital Plainsboro. Sua testa sangrava tanto que se moisés visse tanto liquido vermelho pensaria que era um sinal de Deus. Como eu havia perdido uma aposta com Gregory, agora eu estava passando meus plantões no pronto socorro no lugar dele e, por céus, aquilo era um castigo!
Quando me deparei com Ronan e sua testa sangrenta revirei os olhos. Lógico, tinha que dar pontos. Kevin ficou fazendo drama falando que seu irmão estava morrendo enquanto Johnny caçoava o irmão por ter apanhado de um grupo de "maricas", porém, Ronan permanecia em silêncio, apenas pressionando sua camiseta no rosto para tentar conter o sangramento. Enquanto eu costurava a testa do rapaz os nossos olhares se encontraram e meu coração disparou. Nos encaramos por mais alguns segundos até que acabei de costurar o ferimento do jovem. Apesar da troca de olhares não me dignei a perguntar o nome dele, apenas fiz uma receita de analgésicos para aliviar as dores que provavelmente ele iria sentir para que ele pudesse pegar na farmácia do hospital.

Permaneci no hospital por mais uma ou duas horas e quando sai Ronan estava me esperando no estacionamento... De princípio achei que ele era um maníaco estuprador e decidi voltar para o hospital, mas antes que eu conseguisse passar pela porta ele já havia saído do carro e me segurado pelo pulso. Ele apenas perguntou meu nome, e por mero extinto respondi treze. Nós dois seguimos por direções opostas, eu indo para o fundo do estacionamento e ele voltando para o carro mas algo me fez parar no meio do caminho e, pelo sessar dos passos firmes de Ronan ele também havia parado. A voz dele soou pelo espaço não muito longo entre nós e me convidou para tomar um café. Estava frio, e algo dentro de mim insistia para que eu aceitasse, e assim o fiz.

Conversamos quase duas horas seguidas enquanto enchíamos a cara de café e ouvíamos blues. Por fim, Ronan me deixou em casa. Um vazio encheu meu coração, e perguntei para Ronan se eu o veria de novo. Ele respondeu que não e algo em meu coração pesou. Mas já que, talvez seria a última vez que eu o via na minha vida  pensei no porque não aproveitar.  Quando os nossos lábios se encostaram, senti o calor, apesar do frio que fazia. O beijo tímido logo me fez que era algo especial. O "beijo com gosto de café" foi ficando molhado e quente. Uma das minhas mãos foi parar na nuca dele e ele me abraçou com vontade. Subimos até o meu apartamento que ocupava todo o décimo terceiro andar.

A noite foi uma das melhores, naquela noite eu era só dele e ele só meu. Bom isso já fazem três dias. Ronan voltou para a Austrália e não tive mais notícias... Porém os olhos dele ainda me assombram todos os dias antes de dormir, e seus olhos estão presentes nos meus sonhos mais profundos. A pior coisa do mundo é quando alguém faz você se sentir especial, e de repente, te deixa de lado. Mas a melhor coisa é ainda sentir o coração bater na esperança de que essa pessoa um dia volte e te faça sentir como se você fosse única mais uma vez.




Última edição por Remy R. W. Pallas em Sex Mar 06, 2015 10:27 pm, editado 2 vez(es)
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